NOSSA HISTÓRIA.
Uma determinada família resolveu ir conhecer uma das mais belas cidades do Mato Grosso do Sul, Bonito, para um passeio no qual eles nem imaginavam o que viria por acontecer. O patriarca da família senhor Valmir Ernesto Bicudo, sua esposa Silvia T. A. Bicudo e seu filho Alexandre Bicudo chegaram para esse passeio no mês de Outubro/2009 e depararam-se com a natureza esculpida de extrema exuberância, suas águas cristalinas como espelhos refletindo a beleza de seus rios e cachoeiras e sua fauna privilegiada onde DEUS coloriu as aves e seus animais com perfeita harmonia. Tiveram a rotina de turistas comuns que veem para Bonito fazer sua contemplação e despedir-se com saudade e vontade de retornar. Com os dias passando e totalmente por acaso em uma conversa informal, perceberam que a cidade de Bonito é tranquila e um lugar bom para morar. Conversando com os residentes da cidade de Bonito, acabaram descobrindo que havia uma pousada a venda, pois o antigo proprietário era falecido e sua esposa e filho tomavam conta dessa pousada. Essa pousada tinha o nome de Pousada do Grilo. A família “Bicudo” conversaram entre si e resolveram enfim, realizar esse sonho. Tomada posse da tão sonhada pousada, a família queria dar um nome para a nova “morada” e com muita pesquisa e dedicação, resolveram então batizá-la como “POUSADA JUBAIA”, palavra indígena que significa “POUSADA AGRADÁVEL”. Essa realização aconteceu no dia 07 de Dezembro de 2009. Com muita fé, força de vontade, determinação e a luta dia após dia de pessoas empenhadas a dar tudo de si para que o melhor fosse feito, a “POUSADA JUBAIA” foi reformada, embalada nas cores e dando vida a natureza que nela habita e vem crescendo dia após dia. O anfitrião ALEXANDRE BICUDO é o gerente geral da “POUSADA JUBAIA”, juntamente com sua companheira KAREN BORGES, com amor pelo que fazem, tomam conta da “JUBAIA” e recepcionam seus visitantes. Dedicam seu tempo colocando em prática seus conhecimentos e juntos aprendendo a cada dia, para que os hospedes tenham não tão somente um lugar para hospedagem e sim um “lugar” aonde possam sentir-se mais acolhidos, com tranqüilidade e satisfação por estar hospedados em uma pousada cuidada com muito amor, com um ótimo astral em meio à natureza. A união de pessoas empenhadas faz com que a “POUSADA JUBAIA” seja o segundo lar em benefício da sua família. Com muita simplicidade, oferecemos o conforto adequado para seu descanso. A sala de TV e a recepção da pousada dão oportunidade ao hospede de descontrair, conhecer e interagir com pessoas e culturas diferentes, assim, sempre aprendendo e ensinando como num “bate papo” entre amigos. O café da manhã é preparado com todo carinho especialmente para que você possa sentir que realmente esta com gostinho de casa e sempre terá vontade de voltar.
Venha nos dar a honra de hospedar-se em nossa pousada para que a cada dia possamos unir conhecimentos e buscarmos sabedoria. Bom para você que procura um lugar confortável e sentir-se entre amigos, ótimo para nós por recebê-los.
UMA DÁDIVA DA NATUREZA
Bonito – Mato Grosso do Sul - Brasil
Deus outorgou à natureza a incumbência de doar um presente ao Brasil.
Bonito está nas encostas da Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul. Nessa serra, cujas altitudes variam de 450m a 650m, se estende, sem interrupção, ao longo de mais de 220 km, formando um planalto escarpado, oferecendo aos visitantes atrativos naturais como cavernas, grutas, cachoeiras, nascentes, rios, etc.
De modo harmônico, a natureza da cidade de Bonito tem em média uns 29 (vinte e nove) atrativos turísticos, as sombras de imensas árvores proporcionam aos turistas se espicharem numa rede e dar uma trégua aos seus pulmões sofridos pelo ataque impiedoso do monóxido de carbono que “ornamenta” o nosso problema em grandes cidades. Os passeios, cuja aventura é inesquecível – com emoção ou não, depende do gosto de cada aventureiro em uma jornada de emoção e prazer absoluto. As Cachoeiras, cujas quedas ornamentadas pelo verde que as cerca, da exuberância de suas matas ciliares, parecem dizer aos que as visitam: “cuidem de mim e retribuirei”, numa integração harmoniosa do Homem com a Natureza. Os Rios que banham a cidade de Bonito, cujas águas límpidas, nos levam mansamente rio abaixo, numa suave sensualidade de bem estar, provocadas por suas águas cristalinas e ornamentadas pelos peixes piraputanga, pacu, dourado, pintado, etc; que nos acompanham quase a nos dizer: “não se assustem, nós não atacamos ninguém, vivemos na esperança de não sermos, igualmente, atacados por ninguém; não destruam nosso leito de vida, vamos conviver com esse bem que a natureza nos dá”; águas cristalinas tendo como piso as pedras que se acomodam no seu leito e como teto, a sombra das árvores que as cobre como um véu de noiva à espera de seu cônjuge: O Turista. Esses peixes convivem harmoniosamente com quem se propõe a descer o Rio Formoso, boiando placidamente na companhia inofensiva e inocente de seus cardumes, num flutuar sereno, num êxtase inimaginável do usufruto pleno do binômio maior que natureza nos dá: água e oxigênio, negados pelas grandes metrópoles brasileiras.
Lugares para receber o turista não faltam: são hotéis e pousadas variadas, como a "Pousada Jubaia", logo na entrada da cidade. De tal harmonia para contigo e com a natureza, a "Pousada Jubaia" com muita competência e carinho, oferece o melhor em hospedagem e tranquilidade.
BONITO, substantivo e verbo a um só tempo. Substantivo na sua essência geográfica e administrativa e verbo no estímulo à conjugação do verbo: DESCANSAR.
Se a mim fosse dado o direito de um pedido, o faria rezando: Ó Deus, não permita aos homens, destruir esse altar divino, agasalhado no coração do Brasil, denominado: BONITO, no Estado do Mato Grosso do Sul.
|
FOLCLORE |
|
A Lenda das 700 Luas Existiu uma época em que toda a região da Serra da Bodoquena era habitada por um povo admirável. Essa gente especial porque acreditava que o Homem era um ser singular, criado por um DEUS sábio, que colocara em cada um de nós entranhas com muita energia, livre arbítrio e sentimentos constantes. Esse povo formava a brava e poderosa nação TERENA. Livre, soberana e crente em suas tradições. Entre os valores que cultuavam, um se sobressaia: o AMOR. Nada era mais importante, nada era mais verdadeiro, nada era mais divino. Fazia parte da cultura acreditar que pelo amor valia a pena viver ou, se necessário, morrer. Foi devido a essa crença que tudo aconteceu: ...Cacai era a mais bonita de todas as jovens terenas. Ela pertencia a uma tribo localizada próxima a Gruta do Lago Azul, mas guerreiros de todas as tribos já haviam ouvido falar dela e de seus encantos. Havia muitos pretendentes e admiradores. O jovem cacique daquela tribo resolveu que chegara o momento de arrumar uma companheira. Escolheu Cacai. Seguindo a tradição, convidou-a para o pacto das 700 luas. O noivo e a noiva faziam um trato de que durante 700 luas iriam se conhecer e em seguida decidiriam quanto às núpcias. A decisão era soberana e livre como cabia a todos os terenas (homem ou mulher). A negativa era aceita com naturalidade e com respeito por toda a tribo. Se a decisão fosse pelo casamento o pacto era consumado num ritual de amor e fidelidade eterna. O ritual era realizado no interior da Gruta do Lago Azul, onde eram pronunciadas as palavras mágicas que só os velhos terenas conheciam. A decisão era a coisa mais importante na vida de um terena. Não podia haver erro. A união era indissolúvel,nem a morte os separavam. Acreditava-se na existência de uma alma imortal. Transcorria o namoro de Cacai com o jovem chefe da tribo, como era do costume daquela gente, mas o "deus do destino", que coloca os sentimentos no coração das pessoas, tinha outros planos para Cacai. ...Certo dia caiu prisioneiro daquela tribo um guerreiro estrangeiro. Tinha a pele clara e carregava nos olhos um brilho que Cacai jamais vira. Os seus cabelos castanhos apresentavam mechas brancas revelando que aquele guerreiro forte e ágil era quase um ancião. Cacai cuidou de seus ferimentos, ensinou-lhe a sua língua, conquistou a sua alma e...descobriu que ele era o verdadeiro amor de sua vida. Quando se passaram as 700 luas, a resposta de Cacai foi de que não se casaria com o chefe da tribo. Ele, inconformado e enfurecido, obrigou a realização do ritual, contrariando a sagrada tradição terena. O pacto foi realizado e, para desespero de Cacai, as palavras mágicas foram pronunciadas. Não havia mais esperanças para Cacai e seu amado. Qualquer mulher que quebrasse o sagrado juramento tinha o seu coração transpassado por uma flecha terena. Cacai sabia disso, mas sabia também que devia obediência ao valor supremo do amor. Curvou-se a ele. Naquele mesmo dia fugiram numa canoa, descendo o Rio Formoso. Naqueles dias em que parece que o vento parou e apenas uma leve brisa penetra a solidão e a flor do ipê fica mais colorida. Quando a água sombria do Lago fica mais azul e se torna alegre com um pássaro solitário que vem refrescar suas penas e cortejar o perfume duma Cacai que nossos olhos não vêem, mas que lá está. Num dia assim tão especial, quando o Poeta vem colher, numa canção, aquela outra messe que os campos produzem. Nesses dias é possível ouvir os sussuros de amor de Cacai e do seu amado imortal. Está lá no fundo da gruta, está nas cachoeiras, no fundo das águas do rio, está em todo o lugar...é só prestar atenção. (Autor Desconhecido) |
|
|
|
Os Enterros da Guerra do Paraguai A região Sudoeste do antigo Estado de Mato Grosso foi palco da Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1865 e 1870, onde muitos combates violentos entre as tropas brasileiras e paraguaias aconteceram. Também os índios participaram da guerra, tanto ao lado de brasileiros como de paraguaios. Nessa época os assaltos e saques nas fazendas tornaram-se freqüentes, obrigando os colonos e fazendeiros a mandarem suas famílias para longe, às vezes fugindo junto. Existem relatos de famílias e empregados que viveram escondidos nas matas da região até o final do conflito, alimentando-se de caça e do gado solto nos pastos. Conta-se que essas famílias, com medo dos assaltos, enterravam seus bens e riquezas em potes ou baús nos campos, às vezes perto da casa da propriedade, outras em mangueiros (currais na linguagem regional) ou ainda sob árvores frondosas. O objetivo era de recuperar esses "Enterros" após o término da guerra, tomando posse de suas propriedades abandonadas. Porém muitas dessas famílias acabaram morrendo ou desaparecendo, e as riquezas ficaram desaparecidas nos campos da região. Aqui começa a lenda dos Enterros. As pessoas que sabiam dessas histórias começaram então a procura pelos potes perdidos nos campos, seguindo referências incertas. Os espíritos dos fazendeiros mortos ajudavam a encontrar seu tesouro escondido, comunicando-se através de sonhos com seus descendentes, mostrando o local exato onde este se encontra. Daí é só tentar identificar na região o que foi visto no sonho. Às vezes pode acontecer de algumas pessoas que não são descendentes dos antigos fazendeiros também terem essa visão em seus sonhos, em forma de fogo queimando em um determinado lugar. Quem sonhar não pode de maneira alguma contar o que viu a outras pessoas, com risco de nunca encontrar o Enterro. Logo de manhã, deve sair em busca do local sonhado, que estará marcado com labaredas de fogo. Ao encontrá-lo, precisa cavar enquanto reza fervorosamente, sem desistir, pois assim que iniciar a escavação, os espíritos dos fazendeiros estarão tentando evitar a retirada do seu eterno tesouro. Quando finalmente retirar o Enterro, essas assombrações vão finalmente descansar de seu longo período de guarda. Existem relatos de inúmeras pessoas que encontraram os Enterros na região. Nunca são identificadas com certeza, visto que teriam medo da maldição que recairia sobre eles se revelassem este segredo. Passam a vida rezando pela alma dos mortos que deixaram sua herança para desconhecidos do futuro. Texto de Maria Antonietta Castro Pivatto
Sinhozinho Lenda, realidade e mistério parecem confundir-se quando o assunto é Sinhozinho, figura mítica já incorporada à história e ao folclore de Bonito. Considerado um homem santo por seus seguidores, a história do "Mestre Divino" remete ao ano de 1944, quando este senhor de longas barbas, olhos e cabelos claros apareceu na região. Sinhozinho era tido como curandeiro e realizador de milagres, utilizando apenas cinzas e água em suas sessões de cura. Vestia um longo manto sob o qual seu braço esquerdo permanecia sempre escondido, sem nunca ter sido visto. Alimentava-se apenas de frutas, mandioca, peixe e mel, do qual carregava sempre um frasco e molhava os lábios constantemente. Não falava, comunicando-se apenas por gestos que fazia para o alto. Sua mais famosa lenda é a da imensa serpente que vive no subsolo da cidade, e que um dia sairá e acabará com tudo, caso as pessoas não cuidem bem da natureza - alguns interpretam isto como um aviso aos gananciosos, que visam apenas o lucro sem se preocupar com a fragilidade do meio ambiente de Bonito. Durante suas peregrinações pela região, construiu várias cruzes de madeira que deixou fincadas por onde passava. Por ter arrebanhado inúmeros seguidores, e pelos seus poderes de curar enfermidades, despertou a ira de autoridades e comerciantes de medicamentos, que se tornaram seus inimigos. Foi preso e morto, e diz a lenda que seu corpo foi esquartejado, tendo cada membro jogado em um dos rios da região, o que explicaria a limpidez cristalina de nossas águas. Até os dias de hoje, em 12 de outubro, ocorrem procissões à Capela do Sinhozinho - localizada próxima ao Rio Mimoso -, onde ainda está guardada uma de suas cruzes, objeto da adoração de seus devotos. (Autor Desconhecido) |